domingo, 29 de julho de 2012

Pensamentos Secos, Vidas Medíocres


Nós somos o que proporcionamos!

Dos comportamentos ou atitudes mais medíocres:
O interesse.
Emoção e ambição jogando do lado da então, razão,
é assim que as coisas acabam acontecendo.
assim que as coisas vêm acontecendo!
O dinheiro deixa de ser meio, torna-se alvo,
assombra o que ainda te resta de amor, 
assombra tudo que ainda resta.
Quebra as barreiras que demoramos pra construir com nossa honra
até nosso orgulho engrandece-se sobre essa atitude deplorável.
Agora, dinheiro como alvo e as pessoas como meio.
status?poder?coisas que, inclusive, não são tuas!
torna-te alheio delas,
isso enquanto conseguires proporcionar algo a mais,
algo a mais a quem as proporciona.
Até quando!?
já que preferes assim, vai lá!
compra tua felicidade, vá em frente!
inegável dizer que somos todos viciados nesse mal,
nessa ambição.
porém, tratemos com doses homeopáticas dessa droga,
porque até o amor em excesso faz mal,
o que não faz mal em excesso é a "maldade",
essa nos faz humanos, perítos em sí mesmo!
Mas também controla a tal da crítica,
críticas amadoras não vão te tirar do lugar.
Busca essa equalização dos interesses.
Aprende a ser amigo e não esquece,
almeja as coisas, não ambiciona,
tenta a amar.não finges amar por ser conveniente.
aprende, primeiro por ti, pela tua felicidade
entende que a felicidade dos outros também pode ser resultado da tua
e esse é um dos sentimentos mais nobres que podemos ter.
o dinheiro vai poder te comprar, te vender, te dar quase tudo,
e cuidado, nos dá inclusive uma falsa noçao de felicidade;


Felicidade não se conquista com palavras amargas,

e sim com sorrisos sinceros!
                                             Lucas Santos, 29/07/2012.

domingo, 22 de julho de 2012

Dialética da Maldade

O que eu vi foi inocência,
falta de decência-maldade errônea, talvez.
Talvez inocência minha ao pensar que dessa forma,
nada mais encontraria.

Falta de inocência minha,
não é difícil de entender, certo!?

São desencontros poéticos.
Vemos e ignoramos.
Somos inocentes,
toda aquela "maldade"
que temos em relação a terceiros,
de nada serve agora,
tentemos, então, compreender a nós primeiro.

somos inocentes, inocentes ao pensar que a tal "maldade"
encontra-se em experiências externas a nós.

Penso que a "maldade",
que na verdade não passa de uma auto-aceitação
e uma simples compreensão dos nossos sentidos e sentimentos,
não seja de fato uma maldade,
não da forma pejorativa e negativa que o termo define-se.

Enfim, a "maldade",
deve apenas ser encarada como conhecimento
ou inteligência - não como coeficiente de inteligência,
mas sim como um poder de auto-discernimento.

Soaria estranho dizer: "sejamos mais maldosos consigo mesmo!"
Porém tentemos enteder um pouco mais - agora não dos outros-
de nós!
                                                    Lucas Santos, 21/07/2012

domingo, 15 de julho de 2012

A Morte de Narciso


Mata narciso e quebra teu espelho.
O único reflexo que, até agora, tu tiveste.
apartir de agora, o único reflexo que terás será o brilho do teus olhos,
o lado de dentro, teu próprio reflexo,
teu brilho fosco, sozinho e inútil.

Sente o teu próprio gosto:
O doce amargo fél dos teus lábios,
teima em entorpecer.

Pára e esquece tudo e todos,
enfim, és tu contigo.

Tenta entender que a beleza,
ela nada mais é do que um meio.

A beleza, assim como o dinheiro,
é apenas um meio para alcançar o que chamas de FELICIDADE,
por mais fútil que seja, mas que alcances!

Estes meios podem levar alguém a te conhecer
teu conteúdo, quiçá, tornar-se tu.

Enfim, te cuida é com a vaidade
e logo, com a falsidade e com o superficial.

Mata narciso,
Quebra o espelho
Só cuida pra não te cortar!
                                     Lucas Santos, 26/06/12 - 14/07/12.

domingo, 17 de junho de 2012

Dúvidas e/ou certezas.

As pessoas nascem e morrem a todo instante.
vive o teu intrínseco, a essência dessa mentira.
encontra nela a tua verdade.
ostenta tua felicidade nisso,
nessa verdade que te faz sobreviver
nessa mentira que nos faz viver.
não sei, também, até onde vai a minha verdade, nem minha maldade.
não consigo assim encontrar-te alma, encontrar-te amor, encontrar-te vida.
e tu também não sabe o quê, nem quem tu és, do mesmo jeito que eu não sei,
mas se for pra ser contigo eu aceito.
volta à tua infância, volta a ter inocência.
continua sendo tu, quem tu eras...
olha pra que tu te tornaste e vê se não te envaidece.
não seja polida, que sejas crua,que sejas nua, que sejas tu.
tira essa ferrugem da tua cara e do teu semblante
Porque tu sabes que as pessoas nascem e morrem a todo instante.
sabes também que a cor do teu olho pode mudar, o teu cabelo
teu sorriso e teu corpo.
cuida disso, cativa.
só quem não muda és tu.
Porém tu (terceira), que pensa em entrar na minha vida,
só és minha enquanto for.
só se for quem já se encontra dentro de mim,
se puderes me completa, se conseguires, é claro, enquanto for.
isso se a continuação do inicio de alguma coisa puder ser dada depois que ela termina.
espero que possa.
espero que possamos ser.  
              Lucas Santos, rascunhos feitos entre 10-16/06/12

domingo, 10 de junho de 2012

Última Carta



Última Carta

Última carta,últimas lágrimas.
Espero que assim sejam, mas não esperava assim que fossem.
Assim como não esperava precisá-las e assim derramá-las.
Mas não espero que termine aqui,
Na realidade não esperava,
Na realidade esperei demais.
Foi confuso, inesquecível e bom.
Pena que já foi.
Foi aquela parte de ti,
Aquela que já não existe mais
Aquela que era, também, boa parte de mim.
Que nós perdemos juntos,
Talvez simplesmente por assim não estarmos.
Mas nossas perdas, na verdade,
Acabam preparando-nos, fazendo-nos amadurecer.
Aprender a viver.
Esquecer-te não vou, jamais,
Apenas vamos, aos poucos, aprendendo a lidar com algumas coisas,
Que já há algum tempo, diferentes.
Na última carta, com as últimas lágrimas,
As últimas palavras: Ainda assim, eu te amo.
                                                                  
                                                Lucas Santos, 10/06/12 (+- 18:30)
   

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Reprise pt.3 - Outra vez

Obsolescência emocional

Seria bom, realmente seria bom
Infelizmente me aproximar de quem mais gosto só tem feito sofrer
Olhar na aurora confusa e clara dos teus olhos tem me feito muito mal.
Quem me disse como o melhor, talvez queira o pior ou queira sem saber.
E o pior tem vindo com a força de um moinho
O que seria traição?
Para mim o simples fato de machucar um coração.
Sei que finges não saber, só sei que és fraca,
Tão frágil quanto meus sentimentos, tão frágil quanto a velhice,
Que em estado terminal resiste.
Resistência essa que eu perdera,
Da mesma maneira que tu perdestes minha confiança
E tem ganhado minha arrogância
Como resposta à minha própria insignificância.
Hoje não ostento o mesmo sorriso,
Que abria, ao receber o teu sublime abraço.
Sentir tua amizade no olhar não está mais tão fácil.
Agora meus princípios, principalmente emocionais, se é que posso apontaá-los,
Assim como eu, resumem-se em um ponto de interrogação,
Um quebra-cabeça onde as peças não se encaixam, não há coerência.
Foi bom, realmente foi bom, só sei que foi
Talvez cedo demais? Talvez tarde, quem sabe?
Só posso dizer como certo que foi...
E infelizmente não presumo uma volta.

Lucas Santos, 29/01/2012

Reprise pt.2 - Palavras de Lucas


Palavras de Lucas

    Escrever parece algo comum para muitos. Escrever bem é um dom que alguns recebem. Conseguir colocar em palavras o que sente é admirável para mim, por isso mesmo hoje to postando o que o Lucas escreveu :) - Marcela Tôrres.

Minha utópica redenção

És como a sombra do medo e a angústia de um dardo,
Que me tortura ao atravessar o peito,
Que transigindo com a paixão,
Deixa-me apenas seu olhar taciturno como recordação.
E num arrogante crepúsculo, numa transição,
Encontro a vitalidade de minha solidão,
Tão ínfima e inconstante quanto meu coração,
Tão grande quanto a tristeza que resta a ser proclamada pelas palavras
Que saem dos teus doces lábios de falsidade e desilusão.
Nessa falsidade tu encontraras a vingança
Que ardera por tempos nos teus olhos
E que me levam a fatalidade ao embriagar-me entre as áureas vistas
Que me ofereces e me apaixona a cada beijo de incertezas,
As quais me destroem e me torturam como um sublime amador
Que me ataca ansiado na vingança de um perdedor,
Que sou eu,
Um mero fiador de suas próprias utopias.

Lucas Santos,  17/01/2012.